Uma vocação irrepetível como o rosto de cada homem

A vocação de cada homem pode ser entendida tanto num sentido genérico, como num sentido estrito. Cada homem tem uma comum vocação à santidade e uma vocação única e irrepetível, característica de cada homem criado, diferente de todos os demais e não só na ordem física. No Documento Final do Congresso sobre Vocações para o Sacerdócio e a Vida Consagrada na Europa (1997) da Pontifícia Obra para as Vocações Eclesiásticas é dada a definição de vocação entendida nos seus vários sentidos:

“Como a santidade é para todos os batizados em Cristo, assim existe uma vocação específica para cada vivente; e, como a primeira tem as suas raízes no Batismo, assim a segunda se liga ao simples fato de existir. A vocação é o pensamento providente do Criador sobre cada criatura, é a sua ideia-projeto, como um sonho muito querido por Deus, porque a criatura é muito querida por Ele. Deus-Pai o quer diferente e específico para cada vivente”.

Assim, o ser humano “chamado” à vida encontra em si a imagem daquele que o chamou. Vocação é, portanto, a proposta divina de realizar-se segundo essa imagem, e é única, singular, irrepetível, justamente porque tal imagem é inexaurível. Cada criatura está chamada a exprimir um aspecto particular do pensamento do Criador. Ali encontra o seu nome e a sua identidade; afirma e coloca em segurança a sua liberdade e originalidade. A unidade na variedade dos seres criados por Deus, representam e revelam algo da Sua bondade, omnipotência, perfeição e beleza eterna, e o homem enquanto imagem e semelhança está especial e singularmente vocacionado a espelhar algo que é único relativamente Àquele que o criou.

Portanto, conforme inspira o mesmo documento citado anteriormente, se todo ser humano, desde o nascimento, tem uma vocação própria, existem na Igreja e no mundo várias vocações que, enquanto num plano teológico exprimem a semelhança divina impressa no homem, a nível pastoral-eclesial respondem às várias exigências da Nova Evangelização, enriquecendo a dinâmica e a comunhão eclesial: A Igreja particular é como um jardim florido, com grande variedade de dons e carismas, movimentos e ministérios.

Pe. José Victorino de Andrade

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